sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O ábaco no Ensino Fundamental

O ábaco deveria ser usado por todos os alunos das escolas públicas e privado, deficientes visuais ou não, pois é de grande ajuda na reflexão sobre o sistema de numeração e na realização das operações fundamentais.

O uso do ábaco com frequência aumenta a rapidez para fazer cálculos mentais, fundamental para o deficiente visual e de grande importância para os demais alunos. Contudo, o maior desafio seja fazer com que os professores de matemática  conheçam e entendam esse instrumento que aprendam a utilizá-lo e considerem de grande importância de usá-lo  nas salas de aula.

No Japão, as crianças aprendem a usá-lo na escola e quem ensina garante que o estudo do Soroban ajuda as crianças a desenvolver o raciocínio lógico, concentração e disciplina.

Portanto, o uso do ábaco nas aulas de matemática é de suma importância no desenvolvimento  do aluno, pois amplia sua capacidade de aprendizado e desenvolve competências fundamentais para os dias atuais como:

Coordenação motora;
Concentração;
* Raciocínio lógico pensamento lateral;
Percepção;
Disciplina;
Segurança;
Compreensão das semelhanças entre linguagem e o registro em matemática.


Postado por Natany Mori Pires
RA 1299123668



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A história do Ábaco

Definição 


O ábaco é um antigo instrumento de cálculo, formado por uma moldura com bastões ou arames paralelos, dispostos no sentido vertical, correspondentes cada um a uma posição digital (unidades, dezenas,...) e nos quais estão os elementos de contagem (fichas, bolas, contas,...) que podem fazer-se deslizar livremente. Teve origem provavelmente na Mesopotâmia, há mais de 5.500 anos. O ábaco pode ser considerado como uma extensão do ato natural de se contar nos dedos. Emprega um processo de cálculo com sistema decimal, atribuindo a cada haste um múltiplo de dez. Ele é utilizado ainda hoje para ensinar às crianças as operações de somar e subtrair.

Origem

A palavra ábaco originou-se do latim ABACUS, e esta veio do grego ABAKOS. Esta era um derivado da forma genitiva ABAX (Tábua de cálculos), porque ABAX tinha também o sentido de tábua polvilhada com terra ou pó, utilizada para fazer figuras geométricas.
Alguns linguistas especulam que tenha vindo de uma língua semita (o púnico abak, areia, ou o hebreu ãbãq , pronunciado avak-areia).

Há muito tempo atrás para fazer registro de quantidades o homem usava recursos naturais como pedras, gravetos e marcas em areia e pedras.
Essa necessidade levou o homem a criar instrumentos para fazer cálculos, portanto, foi criada a tábua para fazer cálculos, conhecida hoje como ábaco.
Podemos dizer que o ábaco é um antigo instrumento de cálculo, que segundo muitos historiadores  foi inventado  na Mesopotâmia  pelo menos na sua forma primitiva e depois os chineses e romanos  o aperfeiçoaram.
Desta forma, uma variedade de ábacos foram desenvolvidos, o mais popular utiliza uma combinação de dois números – base (2 e 5) para representar números decimais. Os mais antigos ábacos foram usados primeiro na Mesopotâmia e depois na Grécia e no Egito por escrivães, usavam números sexagesimais representados por fatores de 5, 2,3 e 2 por cada dígito.
Outros creem que teve sua origem na China e Japão cerca de 5.500 anos. Embora seja milenar, o ábaco é pouco conhecido entre as pessoas, pois a rapidez de cálculos efetuados pelas calculadoras ou por softwares  faz com que elas optem pelo mais fácil.

Construção e utilização do ábaco

Como vimos o ábaco é um instrumento muito antigo de cálculo, normalmente é formado por uma moldura com bastões ou arames paralelos, dispostos no sentido vertical, correspondentes cada  um a uma posição digital (unidades, dezenas e centenas) e nos quais estão os elementos de contagem (fichas, bolas, contas) que podem fazer-se deslizar livremente. O ábaco pode ser considerado como uma extensão do ato natural de se contar nos dedos.
Pode ser ainda uma estrutura com hastes metálicas divididos em duas partes, das quais uma tem duas contas e a outra cinco pontas, que deslizam nessas hastes. Os ábacos orientais dispõem de varas verticais divididas em dois com as contas sobre a barra tendo o valor cinco vezes superior aos das contas abaixo.
O ábaco emprega um processo de cálculo com sistema decimal, atribuindo a cada haste um múltiplo de dez. Ele é utilizado ainda hoje para ensinar às crianças as operações de somar e subtrair.
O Suanpan Chinês dispõe de duas contas acima da barra ou divisor e cinco abaixo.
Soroban- ábaco japonês, tem uma conta acima e quatro abaixo do divisor.
Algumas hastes podem ser reservadas pelo operador para armazenar resultados intermediários. Desta forma, poucas guias são necessárias, já que o ábaco é usado mais como um reforço de memória, enquanto o usuário faz as contas de cabeça.
Além de ser importante para a realização de cálculos, ele faz  a pessoa pensar sobre seus processos mentais como:
* Desenvolve a memória;
* Desenvolve o raciocínio lógico - matemático;
* Exercita sua capacidade de observar, perceber, sentir, concentrar, memorizar, seriar, comparar, classificar, relacionar, deduzir, criticar, julgar, transferir, generalizar;
* Ensina disciplina, segurança, contenção;Dá equilíbrio entre o pensamento e a ação.
O Soroban é muito utilizado também pelos deficientes visuais para realizar cálculos com um modelo adaptado.


Postado por Elisabete de Souza Domingos 
RA 1299124397



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Plano de Aula - História da Matemática

“A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA”

Objetivos

* Conhecer a história do número nas civilizações antigas.
* Compreender o uso e a função do número nas civilizações antigas
* Perceber o sistema de numeração nas civilizações antigas.

Duração da aula

2 aula

Justificativa

Fazer com que os alunos reflitam sobre a história dos números desde as civilizações antigas ate os dias atuais. Este é um momento em que as crianças acionam seus conhecimentos prévios e suas hipóteses sobre os números.

Estratégias e Desenvolvimento

* Vídeo – História dos Números



* A história dos números
* Pesquisas de figuras pelos alunos
* Elaboração de texto
* Problematizando na roda e iremos sugerir que registrem as ideias em duplas
*  Iremos desafiar nossos alunos a pensarem sobre a história do número nas civilizações antigas.
* “Você já usou muitas vezes os números, mas será que já parou para pensar sobre”:
* Como os números foram criados, ou, será que eles sempre existiram?
* Como foram as primeiras formas de contagem?
* Contaremos que houve um tempo em que a humanidade só contava até quatro. Toda quantidade acima de dois pares era chamada de muitos. Nessa época, os homens não precisavam da matemática para viver, apesar de a usarem sem saber.

A partir das ideias iniciais das crianças vamos propor a exibição do vídeo: Histórias dos Números Das Pedras ao Computador.

Vídeo no Youtube:



Conversaremos sobre o que as crianças entenderam. Para enriquecer e ampliar o conhecimento sobre o número, leremos um texto sobre a história do número.
Para descobrir sobre a origem dos números, precisamos estudar um pouco da história humana e entender os motivos que possibilitaram a criação do número.


A Origem dos Números





Na verdade, desconhecemos qualquer outro motivo que tenha gerado os números. Os historiadores são auxiliados por diversas descobertas, como o estudo das ruínas de antigas civilizações, estudos de fósseis, o estudo da linguagem escrita e a avaliação do comportamento de diversos grupos étnicos desde o princípio dos tempos.

Os homens primitivos não tinham necessidade de contar, pois o que necessitavam para a sua sobrevivência era retirado da própria natureza. A necessidade de contar começou com o desenvolvimento das atividades humanas, quando o homem foi deixando de ser pescador e coletor de alimentos para fixar-se no solo.

O homem começou a plantar, produzir alimentos, construir casas, proteções, fortificações e domesticar animais, usando os mesmos para obter a lã e o leite, tornando-se criador de animais domésticos, o que trouxe profundas modificações na vida humana.

As primeiras formas de agricultura de que se tem notícia, foram criadas há cerca de dez mil anos na região que hoje é denominada Oriente Médio. A agricultura passou então a exigir o conhecimento do tempo, das estações do ano e das fases da Lua e assim começaram a surgir as primeiras formas de calendário.

No pastoreio, o pastor usava várias formas para controlar o seu rebanho. Pela manhã, ele soltava os seus carneiros e analisava ao final da tarde, se algum tinha sido roubado, fugido, se perdido do rebanho ou se havia sido acrescentado um novo carneiro ao rebanho. Assim eles tinham a correspondência um a um, onde cada carneiro correspondia a uma pedrinha que era armazenada em um saco.
No caso das pedrinhas, cada animal que saía para o pasto de manhã correspondia a uma pedra que era guardada em um saco de couro. No final do dia, quando os animais voltavam do pasto, era feita a correspondência inversa, onde, para cada animal que retornava, era retirada uma pedra do saco. Se no final do dia sobrasse alguma pedra, é porque faltava algum dos animais e se algum fosse acrescentado ao rebanho, era só acrescentar mais uma pedra.
A palavra que usamos hoje, cálculo, é derivada da palavra latina calculus, que significa pedrinha. A correspondência unidade a unidade não era feita somente com pedras, mas eram usados também nós em cordas, marcas nas paredes, talhes em ossos, desenhos nas cavernas e outros tipos de marcação.
Os talhes nas barras de madeira, que eram usados para marcar quantidades, continuaram a ser usados até o século XVIII na Inglaterra. A palavra talhe significa corte. Hoje em dia, usamos ainda a correspondência unidade a unidade.


 


Atividade

* Proporemos que as crianças reescrevam a história da matemática  juntamente com a professora, onde o texto será exposto com figuras que os mesmos pesquisarão em revistas e jornais.

Avaliação
* Observar se compreenderam a história do número através dos registros individuais/coletivos e da participação oral;
* Se perceberam através das situações de contagem as estratégias utilizadas pelas civilizações antigas;
* Se compreenderam as funções e usos dos números relacionando com o seu dia a dia.



Este texto foi realizado em comum acordo e com a participação de todas as componentes do grupo: 
Elizabete de Souza Domingos - RA 1299124397
Natany Mori Pires - RA 1299123668
Tania Maria Romeiro dos Santos - RA 1299124077
Vanessa Ariane Ribero - RA 1299123493







A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

http://www.ahistoria.com.br/da-matematica/
* As Origens dos Números

Para descobrir sobre a origem dos números, precisamos estudar um pouco da história humana e entender os motivos religiosos desses criadores. Na verdade, desconhecemos qualquer outro motivo que tenha gerado os números.

Os historiadores são auxiliados por diversas descobertas, como o estudo das ruínas de antigas civilizações, estudos de fósseis, o estudo da linguagem escrita e a avaliação do comportamento de diversos grupos étnicos desde o princípio dos tempos. Quanto mais voltarmos na história, veremos que menor é a presença dos números.

* O Processo de Contagem

Os homens primitivos não tinham necessidade de contar, pois o que necessitavam para a sua sobrevivência era retirado da própria natureza. A necessidade de contar começou com o desenvolvimento das atividades humanas, quando o homem foi deixando de ser pescador e coletor de alimentos para fixar-se no solo.



O homem começou a plantar, produzir alimentos, construir casas, proteções, fortificações e domesticar animais, usando os mesmos para obter a lã e o leite, tornando-se criador de animais domésticos, o que trouxe profundas modificações na vida humana.
As primeiras formas de agricultura de que se tem notícia, foram criadas há cerca de dez mil anos na região que hoje é denominada Oriente Médio.
A agricultura passou então a exigir o conhecimento do tempo, das estações do ano e das fases da Lua e assim começaram a surgir as primeiras formas de calendário.
No pastoreio, o pastor usava várias formas para controlar o seu rebanho. Pela manhã, ele soltava os seus carneiros e analisava ao final da tarde, se algum tinha sido roubado, fugido, se perdido do rebanho ou se havia sido acrescentado um novo carneiro ao rebanho. Assim eles tinham a correspondência um a um, onde cada carneiro correspondia a uma pedrinha que era armazenada em um saco.
No caso das pedrinhas, cada animal que saía para o pasto de manhã correspondia a uma pedra que era guardada em um saco de couro. No final do dia, quando os animais voltavam do pasto, era feita a correspondência inversa, onde, para cada animal que retornava, era retirada uma pedra do saco. Se no final do dia sobrasse alguma pedra, é porque faltava algum dos animais e se algum fosse acrescentado ao rebanho, era só acrescentar mais uma pedra. A palavra que usamos hoje, cálculo, é derivada da palavra latina calculus, que significa pedrinha.
A correspondência unidade a unidade não era feita somente com pedras, mas eram usados também nós em cordas, marcas nas paredes, talhes em ossos, desenhos nas cavernas e outros tipos de marcação.
Os talhes nas barras de madeira, que eram usados para marcar quantidades, continuaram a ser usados até o século XVIII na Inglaterra. A palavra talhe significa corte. Hoje em dia, usamos ainda a correspondência unidade a unidade.

http://pt.slideshare.net/ElieneDias/pnaic-matemtica-caderno-3-construo-snd
* Representação Numérica

Com o passar do tempo, as quantidades foram representadas por expressões, gestos, palavras e símbolos, sendo que cada povo tinha a sua maneira de representação.
http://www.geocities.ws/nteprojetos2003/origemdosnumeros/represen.html

A faculdade humana natural de reconhecimento imediato de quantidades se resume a, no máximo, quatro elementos. Este senso numérico que é a faculdade que permite reconhecer que alguma coisa mudou em uma pequena coleção quando, sem seu conhecimento direto,um objeto foi tirado ou adicionado, à coleção.
O senso numérico não pode ser confundido com contagem, que é um atributo exclusivamente humano que necessita de um processo mental.

* Alguns Símbolos Antigos

No começo da história da escrita de algumas civilizações como a egípcia, a babilônica e outras, os primeiros nove números inteiros eram anotados pela repetição de traços verticais:
http://pt.slideshare.net/babisparrow/historia-da-matematica-26818939

Depois este método foi mudado, devido à dificuldade de se contar mais do que quatro termos:

http://pt.slideshare.net/babisparrow/historia-da-matematica-26818939

Um dos sistemas de numeração mais antigos que se tem notícia é o egípcio. É um sistema de numeração de base dez e era composto pelos seguintes símbolos numéricos:

http://www.geocities.ws/nteprojetos2003/origemdosnumeros/represen.html

Outro sistema de numeração muito importante foi o da Babilônia, ciado aproximadamente 4 mil anos. Algumas das primeiras formas de contagem foram utilizadas com as partes do corpo humano, sendo que em algumas aldeias os indivíduos chegavam a contar até o número 33.
http://www.mundoeducacao.com/matematica/sistema-numeracao-babilonico.htm


* Ábaco

O ábaco, em sua forma geral, é uma moldura retangular com fileiras de arame, cada fileira representando uma classe decimal diferente, nas quais correm pequenas bolas.
http://terceiroano-csjd.blogspot.com.br/2015/02/conheca-historia-do-abaco.html

No princípio, os sistemas de numeração não facilitavam os cálculos, logo, um dos instrumentos utilizados para facilitar os cálculos foi o ábaco muito usado por diversas civilizações orientais e ocidentais. No Japão, o ábaco é chamado de soroban e na China de suánpan, que significa bandeja de calcular.


* Notas históricas sobre a atual notação posicional

Foi no Norte da Índia, por volta do século V da era cristã, que nasceu o mais antigo sistema de notação próximo do atual, o que é comprovado por vários documentos, além de ser citado por árabes (a quem esta descoberta foi atribuída por muitos anos).
Antes de produzir tal sistema, os habitantes da Índia setentrional usaram por muito tempo uma numeração rudimentar que aparece em muitas inscrições do século III antes de Cristo.
Esta numeração tinha uma característica do sistema moderno. Seus nove primeiros algarismos eram sinais independentes:

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9
o que significava que um número como o 5 não era entendido como 5 unidades mas como um símbolo independente.
Por muito tempo, estes algarismos foram denominados algarismos arábicos, de uma forma errada.
Ainda existia nesta época a dificuldade posicional e os hindus passaram a usar a notação por extenso para os números, pois não podiam exprimir grandes números por algarismos.
Sem saber, estavam criando a notação posicional e também o zero.
Cada algarismo tinha um nome:

1
2
3
4
5
6
7
8
9
eka
dvi
tri
catur
pañca
sat
sapta
asta
nava

Quando foi criada pelos hindús a base 10, cada dezena, cada centena e cada milhar, recebeu um nome individual:

10            = dasa
100           = sata
1.000         = sahasra
10.000        = ayuta
100.000       = laksa
1.000.000     = prayuta
10.000.000    = koti
100.000.000   = vyarbuda
1.000.000.000 = padma

Ao invés de fazer como hoje, de acordo com as potências decrescentes de 10, os hindus escreviam os números em ordem crescente das potências de 10 por volta do século IV depois do nascimento de Jesus Cristo. Eles começavam pelas unidades, depois pelas dezenas, pelas centenas e assim por diante. O número 3.709 ficava:

9
700
3000
nove
sete centos
três mil
nava
sapta sata
tri sahasra

escrever o número 12.345 como
pañca caturdasa trisata dvisahasra ayuta
pois, 12.345 = 5 + 40 + 300 + 2.000 + 10.000, logo:

5      = pañca
40     = catur dasa
300    = tri sata
2.000  = dvi sahasra
10.000 = ayuta

pañca caturdasa trisata dvisahasra ayuta
Esta já era uma forma especial.
Em virtude da grande repetição que ocorria com as potências de 10, por volta do século V depois do nascimento de Jesus Cristo, os matemáticos e astrônomos hindus resolveram abreviar a notação retirando os múltiplos de 10 que apareciam nos números grandes, assim o número 12.345 que era escrito como:

pañca caturdasa trisata dvisahasra ayuta
passou a ser escrito apenas:
54321 = pañca catur tri dvi dasa
12345 = 5 + 4×10 + 3×100 + 2×1000 + 1×10000
e esta se transformou em uma notação falada e escrita posicional excelente para a época, mas começaram a acontecer alguns problemas como escrever os números 321 e 301.
321 = 1 + 2 x 10 + 3 x 100
321 = dasa dvi tri
301 = 1 + 3 x 100
301 = dasa tri
É lógico que este último número não poderia ser o 31, pois:
31 = 1 + 3 x 10
31 = dasa tri
No número 301 faltava algo para representar as dezenas.

* Criação do ZERO

Tendo em vista o problema na construção dos números como 31 e 301, os hindus criaram um símbolo para representar algo vazio (ausência de tudo) que foi denominado sunya (a letra s tem um acento agudo e a letra u tem um traço horizontal sobre ela).
Dessa forma foi resolvido o problema da ausência de um algarismo para representar as dezenas no número 301 e assim passaram a escrever:

301 = 1 + ? x 10 + 3 x 100
301 = dasa sunya tri

Os hindus tinham acabado de descobrir o zero.

Porém, estas notações só serviam para as palavras e não para os números, mas reunindo essas idéias apareceram juntos o zero bem como o atual sistema de notação posicional.
Um dos primeiros locais onde aparece a notação posicional é um tratado de cosmologia denominado: Lokavibhaga, publicado na data de 25 de agosto de 458 do calendário juliano, por um movimento religioso hindú para enaltecer as suas próprias qualidades científicas e religiosas. 

triny
ekam
sapta
sat
trini
dve
catvary
ekakam
três
um
sete
seis
três
dois
quatro
um


Escrever tais números na ordem invertida, fornece:

um
quatro
dois
três
seis
sete
um
três
1
4
2
3
6
7
1
3

Números como 123.000 eram escritos como:
sunya sunya sunya tri dvi dasa
que significa:
zero zero zero três dois um
que escrito na ordem invertida fornece:
um dois três zero zero zero
No texto existe a palavra hindú sthanakramad que significa "por ordem de posição".
Observamos que tal notação posicional já era então conhecida no quinto século de nossa era por uma grande quantidade de cientistas e matemáticos.

* Notação Posicional

O sistema de numeração posicional indiano surgiu por volta do século V. Este princípio de numeração posicional já aparecia nos sistemas dos egípcios e chineses.
No sistema de numeração indiana não posicional que aparece no século I não existia a necessidade do número zero.
Notação (ou valor) posicional é quando representamos um número no sistema de numeração decimal, sendo que cada algarismo tem um determinado valor, de acordo com a posição relativa que ele ocupa na representação do numeral.
Mudando a posição de um algarismo, estaremos alterando o valor do número. Por exemplo, tomemos o número 12. Mudando as posições dos algarismos teremos 21.

12 = 1 x 10 + 2
21 = 2 x 10 + 1

zero foi o último número a ser inventado e o seu uso matemático parece ter sido criado pelos babilônios. Os documentos mais antigos conhecidos onde aparece o número zero, não são anteriores ao século III antes de Cristo. Nesta época, os números continham no máximo três algarismos.
Um dos grandes problemas do homem começou a ser a representação de grandes quantidades. A solução para isto foi instituir uma base para os sistemas de numeração. Os numerais indo-arábicos e a maioria dos outros sistemas de numeração usam a base dez, isto porque o princípio da contagem se deu em correspondência com os dedos das mãos de um indivíduo normal.
Na base dez, cada dez unidades é representada por uma dezena, que é formada pelo número um e o número zero: 10.
A base dez já aparecia no sistema de numeração chinês.
Os sumérios e os babilônios usavam a base sessenta.
Alguma vez você questionou sobre a razão pela qual há 360 graus em um círculo? Uma resposta razoável é que 360 = 6x60 e 60 é um dos menores números com grande quantidade de divisores, como por exemplo:

D(60) = { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30, 60}

Os indianos reuniram as diferentes características do princípio posicional e da base dez em um único sistema numérico. Este sistema decimal posicional foi assimilado e difundido pelos árabes e por isso, passou a ser conhecido como sistema indo-arábico. Nosso sistema de numeração retrata o ábaco. Em cada posição que um número se encontra seu valor é diferente.

* Sistema Romano 

O sistema de numeração Romano é um sistema decimal, ou seja, sua base é dez. Este sistema é utilizado até hoje em representações de séculos, capítulos de livros,mostradores de relógios antigos, nomes de reis e papas e outros tipos de representações oficiais em documentos. Estas eram as primeiras formas da grafia dos algarismos romanos.
Tal sistema não permite que sejam feitos cálculos, não se destinavam a fazer operações aritméticas mas apenas representar quantidades. Com o passar do tempo, os símbolos utilizados pelos romanos eram sete letras, cada uma com um valor numérico:

Letra
I
V
X
L
C
D
M
Valor
1
5
10
50
100
500
1000
Leitura
Um
Cinco
Dez
Cinquenta
Cem
Quinhentos
Mil



Estas letras obedeciam aos três princípios:

1º Todo símbolo numérico que possui valor menor do que o que está à sua esquerda, deve ser somado ao maior.
                                                      VI = 5 + 1 = 6
                                                      XII = 10 + 1 + 1 = 12
                                                      CLIII = 100 + 50 + 3 = 153

2º Todo símbolo numérico que possui valor menor ao que está à sua direita, deve ser subtraído do maior.
                                                       IX = 10 - 1 = 9
                                                       XL = 50 - 10 = 40
                                                       VD = 500 - 5 = 495

3º Todo símbolo numérico com um traço horizontal sobre ele representa milhar e o símbolo numérico que apresenta dois traços sobre ele representa milhão.




Este texto foi realizado em comum acordo e com a participação de todas as componentes do grupo: 

Elizabete de Souza Domingos - RA 1299124397
Natany Mori Pires - RA 1299123668
Tania Maria Romeiro dos Santos - RA 1299124077
Vanessa Ariane Ribero - RA 1299123493